Agora o céu é o limite. Nesta sexta-feira (30/06) o site da Billboard publicou uma matéria (enaltecendo) a nossa querida drag brasileria Pabllo Vittar. Confira:

Conheça Pabllo Vittar: A Drag Queen brasileira favorita de Major Lazer

Assim como os americanos escolhem uma música de verão, os brasileiros escolhem o sucesso do carnaval – geralmente uma música cativante, com uma excelente coreografia, cantada por todos durante as férias mais coloridas do país.

O axé e o funk já tiveram a suas chances. Em 2017 não ouve competição: a escandalosa música pop “Todo Dia“, uma colaboração entre a drag queen Pabllo Vittar e o rapper Rico Dalasam, foi ouvida em todos os lugares.

O sucesso da Pabllo chamou a atenção de Diplo e Major Lazer, e então ela foi convidada para gravar a música “Sua Cara” coma estrela pop brasileira Anitta, música que faz parte do EP “Know No Better” do grupo, lançado no dia 1ª de junho.

É a segunda música mais tocada do projeto no YouTube e Spotify, ficando atrás apenas do single oficial “Know No Better“, uma colaboração entre Camila Cabello, Travis Scott e Quavo.

Pabllo Vittar lançou seu primeiro álbum “Vai Passar Mal” no início de 2017, e chamou a atenção dos especialistas em música e do público com seus vocais distintivos e músicas cativantes. Mas foi uma longa estrada antes de se tornar famoso.

No meu aniversário de 18 anos eu comecei a ser Drag de verdade. No começo era só por diversão, eu costumava brincar de me montar. Eu evolui muito até encontrar a estética que eu gosto“, lembra Pabllo.

Foi através de um ex-namorado que ela teve o primeiro contato com o reality show RuPaul’s Drag Race e descobriu um novo mundo drag.

Com o apoio de sua família e amigos – sua mãe a ajudava com a maquiagem, suas irmãs iam ver suas apresentações – Pabllo começou a fazer vídeos para a internet, a cantar covers e a fazer apresentações em festas, quando foi descoberta pelo produtor Rodrigo Gorky (Bonde do Rolê), que a convidou para gravar uma demo.

Eu nunca pensei em fazer um álbum com minhas próprias músicas. Gorky abraçou minhas ideias para levar minha personalidade ao álbum “, diz ela sobre “Vai Passar Mal“, um álbum com uma mistura feita por ritmos brasileiros específicos de diferentes estados do país.

Levou um ano para produzir o álbum, mas valeu a pena. Todas as 10 faixas superaram a marca de 1 milhão de reproduções no Spotify. Pabllo vê a importância de ter uma drag queen na lista das mais tocadas, para que as outras possam se sentir representados.

A arte Drag está crescendo. Nós temos drags em anúncios, programas de tv, novelas, filmes. As pessoas agora têm mais acesso ao conhecimento sobre isso e menos preconceito “, disse Pabllo. “Eu recebo muitas mensagens. A comunidade está mudando a imagem do que as drags costumavam ser relacionadas, de que o que fazíamos era só festa. Nós ajudamos causas. Eles dizem que eu os inspiro, mas sabendo que isso me inspira. Eu abandonei a faculdade para seguir esse sonho. Não temos mais tempo para esperar, temos que fazer uma declaração e pedir nossos direitos e respeito “.

Embora drag queens e mulheres trans tenham encontrado mais espaço na mídia recentemente, Pabllo entende que algumas pessoas ainda estão confusas. Recentemente, a drag foi chamada de mulher pela revista Playboy, e isto caiu por toda a Internet.

Eu achei que foi bonito. Os agradeci. Ter uma drag na Playboy é uma forma de representação“, ela disse. “Se eu ofendi mulheres trans, eu peço desculpas. Eu sou um homem, gay, fluido do gênero, drag. Eu não gosto de me rotular. Nunca me considerei trans. Se as pessoas não entendem, eu posso explicar. Eu não estou tão louca“.

 

Fonte: Billboard

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