Como todos já sabem, na última semana aconteceu o Ultra Music Festival Brasil, um renomado festival de música eletrônica que sempre traz DJ’s e artistas de grandes talentos. Essa foi a terceira edição no Brasil, e pela primeira vez no palco principal, o famigerado MainStage, o trio Make U Sweat levantou a multidão com clássicos do rock e hits implacáveis. Os responsáveis por todo esse sucesso são Dudu, Guga e Pedro, que trouxeram uma vibe indescritível para o festival.

O Conexão Pop teve a honra de bater um papo com os garotos após o show. Eles contaram histórias hilárias, compartilharam um pouco de seus melhores momentos e ainda mandaram um alô para os leitores!

 

Confira a entrevista:

CP: Vocês são amigos a bastante tempo, como vocês se conheceram?
Guga: Eu e o Dudu estudamos na mesma escola, desde o primário. Crescemos juntos, mas acabamos dando uma separada. Depois a gente se encontrou graças a essa vida da noite. O Dudu era amigo do Pedrinho, aí todos nós começamos a sair mais vezes juntos, fazer as coisas juntos e com o tempo aconteceu do Make U Sweat se formar. Tem uma bela história por trás de tudo. (Risos)

CP: Então conta! Como foi a história de formação do trio?
Aniversário do Pedro Almeida no D-Edge, em São Paulo, Pedrinho tocando seis horas seguidas, eu olhei pro Dudu, ele olhou para mim. Galera vibrando, com as mãos pro alto e aquela energia. Eu (Dudu) e o Guga tínhamos uma ideia de formar um projeto, e aí nessa história toda, nós olhamos para o Pedro e falamos: “Cara, esse projeto que a gente tanto pensa não é uma dupla, é um trio. É um trio e já tem nome! ‘Make U Sweat’, de fazer você suar”, já estava todo mundo no calorzão mesmo e pensamos: “Vamos fazer um negócio para fazer a turma suar, emoção, dança”… Fazem quase 6 anos desde esse dia.

CP: Qual foi o momento da carreira de vocês que ficou marcado, que nenhum dos três se esquecem?
Hoje (segundo dia do festival) e o momento que decidimos fazer acontecer o projeto, a partir daquele momento, tudo aconteceu! Hoje já está marcado, pois foi o primeiro festival eletrônico grande, que o Make U Sweat participa, o primeiro que nós tocamos no MainStage de um festival com essa relevância. Muito emocionante, estamos muito felizes.

CP: Qual a diferença de tocar lá fora, na gringa, e tocar aqui no próprio país?
É muito diferente. Na Argentina, por exemplo, eles são muitos animados, a energia deles é bizarra. Os hermanos gostam muito de música eletrônica, e estão sempre em uma vibe emocionante. Argentina é muito especial para nós. Mas tocar no Brasil é sempre jogar em casa, é sempre muito bom estar aqui, é muito mais legal. O Brasil é o mundo, a gente toca nos quatro cantos daqui, o Sul é de um jeito, o Nordeste de outro, o Sudeste, Centro-Oeste, enfim.

CP: Qual a maior referência de vocês?
Os três tem referências, então cada um tem um lado. O Guga gosta muito de rock. eu (Dudu) gosto de House Clássico, o Pedro é um cara que tem uma escola de rock, eletrônico e muitas outras. Essa mistura do Make U Sweat que é a nossa graça.

CP: Como é tocar juntos? Alguém já se atrapalhou, fez algo que não estava dentro do momento, alguma coisa do tipo?
Em uma festa em Barretos, eu (Guga) tomei um tombo, porque eu estava dançando e comecei a andar para trás, nas caixas de som, no grave e quando eu fui ver, acabou o palco. Eu cai de uma altura de 2.5 e só ficou o cocarzinho para cima (Risos). Tem vídeo, viralizou! Outro momento foi quando estávamos tocando em uma festa chamada Sunrise, eu (Guga) estava lá em cima dançando, e o Dudu apontou a arma de CO2 cutucou o Pedro e falou: “Olha lá, olha lá!” e soltou. Meu cocar voou lá na pista! (Risos).

CP: Vocês já entraram brigados em alguma apresentação?
Brigas acontecem. Casamento sem briga, não é casamento. Mas a gente se dá bem, e também brigamos muito. Verdade seja dita: Todo mundo aqui tem um dia difícil, por isso que são três. Estão sempre dois contra um. Acima de tudo a gente se respeita muito, então a coisa acontece.

CP: Vocês já fizeram remixes que ficaram bastante famosos como “Watch Me” (Silentó) e também tem a música com o Mika. Vocês pensam em alguma outra parceria?
E foi o nosso primeiro grande hit, nós conhecemos o Silentó quando ele veio ao Brasil, nós somos da mesma gravadora, surgiu a oportunidade de fazer o remix e nós fizemos, ele adorou, bombou! A surpresa da vez foi uma versão nossa do Jetlag de “Não Quero Dinheiro”, do Tim Maia, na voz do Tiago Abravanel, que encerramos o nosso set aqui no Ultra. A gente lança agora no final de novembro. Começou uma onda muito grande de vocal em português, para a galera se identificar, cantar muito. Então grandes hits em português tem a ver. Esse momento da música nacional é uma das melhores desde muito tempo. Temos que explorar!

CP: Para finalizar, a pergunta mais importante.. Por que o cocar?
Eu tenho uma agência de eventos, a gente estava fazendo uma festa em Trancoso, que abria as 18h e estávamos terminando a montagem quando começou a cair um toró (chuva), muita chuva mesmo. E estava passando um índio na praia vendendo algumas coisas, e eu falei para ele se abrigar da chuva lá. Comprei uma saia, um cocar, colar… Olhei para os meus sócios e disse: “Se parar de chover, eu vou vestido de índio para a festa”. 17h parou a chuva e lá fui, de índio mesmo. Só estava eu assim na festa. (Risos)

Quem amou a vibe do Make U Sweat? Não deixa de conferir mais! Ouça agora:

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