Você já ouviu falar na Carol Ferreira? Durante 6 anos, ela apresentou um programa no canal Sexy Hot e após apimentar muito a vida dos telespectadores, ela está se lançando no meio musical. O máximo né?

Recentemente foi apresentado o seu primeiro EP, com músicas totalmente autorais! Esse projeto, que estava guardado desde 2008, carrega arranjos de Julinho Teixeira, um dos arranjadores do grande sucesso de Chitãozinho e Xororó, “Evidências”.

Confira a entrevista!

Conexão POP: Durante seis anos, você foi apresentadora de um canal adulto e agora está indo para um caminho totalmente diferente: o da música. Como isso aconteceu?

Carol Ferreira: Eu fui apresentadora de dois programas. Mas, na adolescência eu cantei durante cinco anos na igreja e foi maravilhoso, porquê eu sempre gostei de música, então, foi o meu começo. Em 2008, quando ainda era apresentadora eu escrevi minha primeira música, totalmente simples, fiz a letra e a melodia. Para uma pessoa autodidata é uma linda experiência. Quando acabou o projeto em 2010, eu continuei compondo. A cada situação que acontecia, alguma história triste que me dava inspiração e eu comecei a ver a evolução das músicas. Eu fiz uma música para uma amiga, para um ex-amor e elas começaram a ganhar corpo. Daí, comecei a ver que ali era minha grande paixão e minha motivação. De 2011 pra cá, eu comecei a juntar as músicas e nasceu o projeto musical.

CP: Você já escrevia músicas, mas porquê decidiu iniciar o projeto só neste ano?

Carol: O processo na indústria musical não é fácil. Até você conseguir entregar uma música para alguém… Pois, geralmente, as pessoas trabalham com amigos. No meio artístico, eles ainda não me conhecem como cantora e sim como apresentadora. Essa transição ainda é muito nova. Além disso, o projeto já tem 7 anos e faz um ano que eu fechei com meu agente para trabalharmos nisso. Em 3 meses gravamos ele, eu participei dos arranjos e ele ganhou corpo e velocidade agora. Dia 21 de agosto, ele estará nas plataformas digitais com 2 músicas minhas e 2 covers.

CP: Pra você, qual é o poder da música?

Carol: Eu fico muito animada por saber que minhas músicas podem embalar casamentos, estar em momentos de tristeza. Esse é o poder da música. Eu entrevistei muitas pessoas, foi uma época muito rica e agora estou reencontrando. A música tem o poder de unir as pessoas, sem preconceitos. É um pedaço de Deus. Mesmo que você tenha uma classe/cultura diferente, ela une as pessoas. Você pode cantar uma música em português e alguém do Japão gostar. Eu gosto dessa magia.

CP: Suas músicas são autorais. O que mais te inspira na hora de escrever uma música e como acontece?

Carol: [risos] Em lugares inusitados. Já compôs em ônibus, dentro de avião, por exemplo, algumas músicas são coisas que eu vivi. Tem uma, que se chama “Sofreu de Amor“, eu não estava vivendo isso no momento, porém, veio letra, melodia. Alguém me conta uma história, aí eu pego ela e transforma em uma música.

CP: Como foi trabalhar com o Julinho Texeira?

Carol: Ele é maravilhoso, né. Ele tem 30 anos de experiência e está na direção musical do projeto. Já trabalhou com tanta gente. A maioria dos CDs que eu curtia na adolescência, foram feitos por ele, como Sandy & Junior, fez “Evidências“, trabalhou com Chitãozinho e Xororó. Imagina a minha sorte quando ele entrou no projeto! E o mais legal dele é que com todo esse talento, ele é muito simples. Isso faz com que você entregue sua obra na mão de uma pessoa e confie.

CP: Quais são as faixas do seu EP?

Carol:Cheiro de Mato“, é uma das músicas que está no EP e fala da gentileza, calmaria e me remete a Minas, ao interior. Lá, as pessoas ainda dão “bom dia“, “boa tarde” e na capital às pessoas perdem isso. “Por Quanto Tempo“, que tem uma pegada mais rock e é diferente um desabafo para as pessoas que passam por uma decepção amorosa. “Não dá” é de uma banda portuguesa que eu trouxe pro mercado nacional. “O Marido das Outras” que é uma brincadeira, onde uma mulher fala mal dos homens e é uma ironia, pois, os homens ficam incomodados quando elas falam mal deles. Mas é tudo uma brincadeira e espero que eles façam uma versão deles também, porquê a música tem isso, dá pra fazer brincadeiras, pode fazer a gente chorar. Eu ainda tenho mais 22 músicas guardadas e irei fazer um show dia 21 no Eco SOM, em Botafogo.

CP: Nos últimos anos, as mulheres tem quebrado barreiras e tem sido a atual sensação em vários gêneros musicais. O que isso representa pra você?

Carol: Eu admiro pra caramba isso, é libertador! Eu mesmo nos anos 2000, falava de um assunto que as pessoas tinham receio de falar. Nós temos que quebrar paradigmas, preconceitos, porquê todo mundo pode falar o que quer e ter respeito. As mulheres estão dominando a música e tem muitas empoderadas. Mesmo não sendo o estilo da Anitta, Ivete, Marília Mendonça, inclusive, espero um dia que elas me convidem pra cantar juntas. Temos que falar de tudo e é um momento de expansão, temos a internet onde todos falam de tudo e podemos usar a música para falar sobre tudo também.

CP: O MPB também está em alta, temos Anavitória

Carol: Sim! Inclusive, “Cheiro de Mato” tem a pegada do pop rural que elas cantam.

CP: Quais são os próximos passos para sua carreira?

Carol: Acho que as coisas vão acontecer naturalmente. Estamos se preparando para os shows, estamos ensaiando. No show de lançamento, terá cover de uma música da Anitta. O pontapé inicial será no show de lançamento e depois estarei aberta a convites para shows.

CP: Qual a sua colaboração dos sonhos?

Carol: Olha… Aqui no Brasil, Maria Bethânia, porquê não né? Vamos sonhar! Ela canta com alma e eu escrevi uma música que ficaria linda na voz dela. Eu estou aqui, se quiser me chamar [risos]. Internacional, Dua Lipa, Shakira eu gosto muito.

CP: Relembrando os tempos que você era apresentadora. Já aconteceu algo inusitado?

Carol: Tanta coisa [risos]. Cobri diversos bastidores, como do Frota, da galera que fazia naquela época. Fiz várias matérias e entrevistei vários artistas. Eu já tive 250 entrevistados. Mas, já aconteceu de acertamos uma gravação com uma cantora e ela simpatista. Estava tudo certo, mas, na hora que ela olhou pra canopla e viu o que era o canal… Aí, ela disse que não dava entrevista para esse canal, mas, ela deu um ingresso para o show dela que era a noite e fomos. Mas imagina, você se preparar para uma entrevista e acontecer isso. Foram duas pessoas que rejeitaram. É uma artista que está faz muito tempo no mercado e espero poder um dia gravar com ela. Isso ficou gravado [risos].

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