No último mês, a cantora Patricia Marx lançou seu novo álbum de estúdio. “Nova” tem a sonoridade pop/soul/new age e tem o selo da gravadora LAB 344. Diferente de muitos discos atuais, a cantora lançou ele tanto nas plataformas digitais como também física.

Patricia iniciou sua carreira aos 8 anos de idade, no programa Clube da Criança, ao lado de Xuxa, e integrou o grupo infantil “Trem da Alegria”. Anos depois, Patricia iniciou sua carreira solo com a música “Festa do Amor”. Atualmente, ela acumula mais de 3 milhões de discos.

Tivemos a oportunidade de conversar com a cantora que fala sobre seu disco, turnê, a importância de participar de todo o processo de produção de um disco. Confira.

Esse é o seu 13° álbum de estúdio. Como você se sente?
Eu estou surpresa porque as pessoas estão gostando bastante e eu não tinha essa expectativa. Ele é diferente dos antigos e é bem experimental. Ele tem coisas que eu nunca fiz e agradaram o público, então, eu tô bem feliz com a resposta.

Do seu primeiro álbum “Paty” lançado em 1987, até o “Nova”, houveram muitas mudanças em sua trajetória. Mas existe algo que marcou ou foi muito importante pra você?
Acho que manter minha essência. Eu sempre procurei isso, a minha essência de liberdade em todas as coisas que eu faço. Não gosto do passado, eu gosto do futuro. A minha música mostra a minha evolução como pessoa e espiritual desde lá Patricia Paty e pro novo. Também tem a minha veia pop e a minha voz está melhor e mais madura.

Para o Nova, você passa por gêneros como pop/new age/soul. Quais foram as inspirações?
Hmmm.. eu escuto bastante coisa e não sei dizer se algo me influenciou, mas sim me atualizou. Eu escuto os sons atuais e mais as coisas de fora do que daqui e eu não tinha nada predominado. Tudo nasceu do zero. Chegávamos no estúdio e fazíamos tudo do zero, então, foi tudo meio intuitivo.

Na faixa “Dont Break My Heart” conta com a participação do artista de hip-hop Lou Piensa. Como foi trabalhar com ele?
Quem me apresentou ele, foi o dono do estúdio em que eu gravei o disco. Ele tem uma longa conexão com o Lou, que é um rapper francês que morou no Canadá e está aqui no Brasil. Ele se apresenta lá fora, na banda Nomadic. É muito legal, tem muito haver com a minha música. Quando eu conheci o trabalho dele, eu disse: “nossa, eu quero esse cara no meu disco, a voz dele é muito bonita“. Daí, o Fábio [dono do estúdio] me apresentou o Lou e ele fez o rap em “Don’t Break”.

Você escreve as suas músicas e também assina as produções. Existem grandes artistas que não escreve ou produz as próprias músicas. O quão importante significa pra você, participar de todo esse processo?
É extremamente importante. Eu sou assim, eu participo de todo o processo, da capa, de quem vai trabalhar comigo, tudo é passado e aprovado por mim. Eu praticamente faço o conceito do álbum, pedindo auxílio para os profissionais na área. Quando eu monto um time, eu sei o que eles podem me dar. É super importante o artista passar pelo processo, porque ele dá a cara ao projeto.

Quais são seus planos para o próximo ano?
Fazer o show do “Nova”, a partir de março. Lançar minha biografia até o fim do ano e estou com um projeto do “Trem da Alegria Celebration”. A Sony lançou recentemente os discos nas plataformas digitais. Eu e o Luciano estamos fazendo uma comemoração do Trem da Alegria no mercado, na vida das pessoas criou esse projeto para cantar pelo Brasil.

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