Talvez você não o conheça por Pedro Mendes, mas Illusionize provavelmente você já deve ter visto em algum lugar. Nascido e criado em Goiânia, o DJ de apenas 24 anos estará pela segunda vez no Lollapalooza e acaba de lançar um álbum em comemoração aos seus 10 anos de carreira.

Intitulado “X”, o disco traz dez músicas inéditas e batidas que fazem qualquer um querer sair do lugar.  E com tanta coisa acontecendo, o Conexão POP decidiu conversar com o artista para saber de onde veio a paixão pela música eletrônica. Descontraído, o DJ falou sobre suas origens, planos para o futuro e o que esperar de seu show no festival. Confira abaixo:

CP: Você nasceu em Goiânia, uma cidade predominantemente da música sertaneja. Como surgiu a paixão pela música eletrônica e a vontade de ser DJ?

Illusionize: Foi através de algo ligado ao sertanejo, tipo um modão de viola. Por volta dos meus oito anos, eu dançava catira (dança do folclore brasileiro, também chamada de cateretê) na escola e foi isso que me trouxe para a música. Mais ou menos um ano e meio depois, eu comecei a cantar. Em  dois anos, eu já estava no hip-hop e, então, eu entrei na música eletrônica. Eu gostava de ver os clipes que bombavam na época e comecei a pesquisar e me interessar de verdade pelo estilo.

CP: E a sua família gosta de música eletrônica?

Illusionize: Gosta hoje (risos).

CP: Já que você começou cantando, depois de dançar catira, pretende fazer alguma coisa como cantor mais para frente?

Illusionize: Ah, não. Assim a galera vai parar de me seguir (risos). Brincadeiras a parte, eu tenho vontade, mas quero treinar mais o meu inglês para cantar em uma língua universal.

CP: De onde veio o nome “Illusionize”?

Illusionize: Eu estava com um amigo fazendo um apanhado de nomes e nós nunca chegávamos em um acordo para o projeto. Até que, de repente, veio “Illusionize”. No começo, achamos apenas legal. Mas hoje não é só isso, tem um significado. “Illusionize” é “ilusão”. Se você for parar para pensar, muita coisa na vida acaba sendo uma ilusão, algo que, de certa forma, nos prende em coisas vagas. E sempre que eu lembro disso, eu acordo para tudo que está acontecendo em minha volta. Porque tudo aquilo que pode ser uma ilusão, eu reavalio e repenso.

CP: Você estará no Lolla pela segunda vez como atração. O que as pessoas podem esperar dessa nova apresentação?

Illusionize: Só coisa nova. Será um show completamente novo; tanto visual, quanto musical. Dessa vez, como a apresentação acontece durante o dia, teremos a luz do sol e os vídeos. E, claro, as músicas do novo álbum, o “X”, que não podem faltar.

CP: Qual foi a coisa mais marcante que aconteceu com você em um festival que gostaria que se repetisse em 2019?

Illusionize: Assim como no Tomorrowland de 2016, quando eu toquei no palco principal, e no Lolla, no ano seguinte, ver a galera eufórica ali na frente me trouxe uma energia surreal e é algo que eu gostaria que acontecesse de novo.

CP: Das suas músicas, qual você mal pode esperar para tocar?

Illusionize: É difícil escolher uma só, mas estou mais ansioso para apresentar as músicas do novo disco.

CP: Hoje, no mundo da música, a gente sabe que acontece uma mistura de gêneros em algumas canções. Alguma proposta já surgiu para você ou você já pensou em propor isso à alguém?

Illusionize: Já aconteceu lá atrás, mas eu decidi seguir meu caminho de uma outra forma. Há alguns anos, surgiu a oportunidade de tocar na música sertaneja, mas eu não me via ali. Então, decidi continuar com o que eu faço hoje e sou feliz com as escolhas que fiz.

CP: Para finalizar, qual o principal motivo para o público não perder você no Lolla?

Illusionize: Se as pessoas estão em busca de uma experiência diferente, elas devem dar uma chance para o momento do meu set. Estou preparando algo bem bacana. Vai ser surreal!

Ainda não conferiu o álbum “X”? Clique aqui para ouvi-lo e já comece a se preparar para o Lollapalooza.

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