Dia: 29 de Janeiro, 2021

Para comemorar os 15 anos de história, a banda MANEVA apresenta uma nova viagem musical em “Caleidoscópico”, o 10º álbum da carreira, produzido em parceria com a GTS, Universal Music e a Base 4. Dividido em EP’s, o primeiro chegou às plataformas digitais na última Quinta-feira (28 de janeiro).

O vocalista da banda, Tales de Polli, revelou alguns detalhes sobre esse lançamento e também contou sobre a evolução da banda desde o início dos trabalhos, até esse último, 15 anos depois de tudo ter começado. Confira:

 

No que você sente que o Maneva evoluiu dos primeiros álbuns até esse?

“A vida musical é como a evolução humana, nossa evolução desde o momento que a gente nasce e conforme crescemos. Acho que comparar eles é uma covardia, o primeiro era muito “cru”, inexperiente. Óbvio que sempre escrevemos com o coração, mas a maior evolução foi a maturidade, de saber ouvir e bater o pé aonde necessário.”

 

De onde surgiu a ideia do nome do álbum?

“É justamente uma resposta a tudo o que estamos passando, nós vivemos um momento histórico na nossa vida, tão cinza e o objetivo do Caleidoscópio é a gente poder trazer um pouco de cor para as pessoas, um pouco de felicidade, ajudar a enxergar o prisma das cores. Porque ele é juntamente isso, é ver cores, formas, coisas abstratas, na esperança de trazer essa “fuga”.

 

Analisando os últimos lançamentos da banda, o álbum parece uma mistura de todos os elementos anteriores. Como foi o processo de criação?

“Acho que a gente é isso mesmo, uma mistura do Maneva com coisas novas. Quem assina na produção desse álbum é o Daniel Ganjaman e acho que ele foi muito respeitoso com a gente, porque ele falou “o Maneva é o Maneva e eu não posso mudar esse núcleo, acho que podemos fazer é dar uma cobertura nova, um banho de loja”. E foi isso que ele fez, pegou o caldeirão que o Maneva é e trouxe um complemento genial, que é a marca dele.” – Conta e logo em seguida brinca – “Esse é o álbum mais parecido com o Maneva, mas também é o mais diferente.”

 

Tem alguma historia por trás das letras desse novo álbum? É algo pessoal ou que alguém próximo viveu? Conta pra gente o processo de criação!
“A gente sempre tem uma vivência nas músicas, algo do cotidiano e acho que é por isso que as pessoas se identificam tanto. Nós buscamos isso sabe? A gente conversa bastante e dai saí as ideias, de uma frase, uma situação. As letras são histórias de todos nós, por isso que as pessoas se conectam tanto com as nossas letras, todo mundo já passou por isso, já teve um amor impossível, já sentiu aquela vontade de jogar tudo pro alto e ir viver com uma mochila nas costas.”

 

E como foi trabalhar com o Hariel? A música ficou excelente aliás, os estilos combinaram e ficou um diferente com gostinho de quero mais.

O Hariel é do Funk, tem uma voz que me lembra muito o Sabotagem cantando, ele tem uma onda espetacular. Foi muito interessante que essa música entrou nos 45 do segundo tempo, porque a gente precisava de algo explosivo. Eu conheci ele em um evento que fizemos juntos em Santos, a gente trocou uma ideia rapida e quando eu chamei, ele ficou amarradão. Foi coisa de conversar na quinta, gravar a música na sexta e gravar o clipe no sabado. Ele tem uma explosão artística muito forte, uma facilidade de relatar o cotidiano. Tanto que a música gerou até uma polêmica entre os nossos fãs mais liberais e conservadores, porém criou uma atmosfera bem legal, a galera ficou ansiosa pra ver o resultado, começaram a criar uma expectativa e foi muito legal.” – Contou Tales – “Nós estamos felizes com o resultado e acho que é uma canção que irá fazer história, até porquê é uma mistura inusitada, para deixar de pré julgamento que o reggae é música de maconheiro e funk música de putaria, esses rótulos são pejorativos e essa música veio para quebrar isso.” – Finalizou.

 

O álbum foi gravado durante a pandemia, certo? Qual foi a maior dificuldade para produzir algo no estado atual?

“A falta de estar junto, somos uma galera que curte sentir essa parada da música. Dessa vez foi um por vez no estúdio, só se cruzando naquela de quando um ia embora e outro chegando, foi uma das maiores diferenças, mas tirando isso, o trabalho foi muito legal, foi sensacional. Deu para cada um focar mais, sem ter tanta gente opinando.”

 

É o décimo álbum que vocês lançam, imagino que todos estejam ainda mais empolgados, como você está se sentindo no início dessa nova era da banda?

“Todo trabalho é uma nova era e a gente acredita muito no nosso potencial sabe? A gente tá a tanto tempo fazendo o que a gente ama, isso ja é um prestígio, motivo de grande comemoração. E cara, esses 15 anos a gente ta superando as estatísticas das bandas de reggae no cenário nacional e para a gente é isso, comemoração de mais um ano de vida, por mais uma vitória e mais um grande trabalho.”

 

Confesso que particularmente me senti mais leve ao ouvir o EP que vocês lançaram. Qual a mensagem que pretendem passar com ele?

“Justamente isso, a visão da espiritualidade sobre a materialidade das coisas, a gente vive como se fosse viver para sempre, mesmo sabendo que estamos aqui só de passagem,  na nossa cabeça é como se fôssemos ser jovens para sempre, mas não é isso. E essa visão de cuidar do que a gente não pode ver é bem a coisa do Maneva, que chega a ser até natural.”

 

E ainda finalizou agradecendo o carinho e apoio dos fãs, mandou também um beijo e pediu para todos se lembrarem que o Maneva sempre vai estar ai para eles.

 

Nós agradecemos a banda, especialmente o Tales, por ter disponibilizado alguns minutos do seu dia para a gente e a Universal Music pelo convite.

Quem aí também está aguardando ansiosamente o resto do álbum?

Nesta semana, o cantor e compositor Matteus lançou o single “Pra Mim é Amor“.  A canção traz um aspecto intimista e sua composição foi baseada nas próprias experiências do cantor.

Essa música conta sobre um dos maiores desafios que eu como artista independente LGBTQI+ tenho: vencer o preconceito em que vivemos e não só na sociedade, mas como no mercado musical”, conta Matteus.

O vídeo clipe também foi divulgado e carrega a direção do incrível Lennon Silva, figurinos de Eliseu Santana e coreografia de Fefe Kokubun. Assista agora!

Matteus é conhecido pela participação marcante na 4º edição do programa The Voice Brasil, o artista inicia um novo ciclo de sucesso sua carreira.