Dia: 5 de Março, 2021

Após um ano desafiador, porém produtivo, Simão iniciou 2021 com novidade e certo de onde quer chegar. Apesar do pouco tempo de carreira, ele coleciona experiências na área que o amadureceu e o tornou mais confiante para compartilhar sua voz com o mundo.

Com números notáveis nas plataformas de música, o catarinense decidiu fazer uma releitura das composições “Seu Nome”, “Domingo”, “Sugestões” e “Te Arquitetei”, e lançou o EP “(tipo) Acústico”, que mesmo com pouco tempo de estreia já coleciona milhares de visualizações. O trabalho encerra a fase experimental do cantor, que conquistou um espaço no coração de muita gente.

“Apesar de todas as dificuldades de 2020, eu tenho muito a agradecer. Consegui lançar meu próprio som, algo que eu sonhava desde criança. Esse EP é um presente para galera que acompanhou esses meus primeiros passos e também já uma preparação para 2021. Já tenho muitos lançamentos programados, parcerias bem legais e espero que logo a gente possa cair na estrada para shows em todo país”, conta o músico.

Nós, do Conexão POP, batemos um papo super alto astral com o músico de 25 anos. Durante a conversa, exploramos mais o seu lado profissional, os planos para o futuro e descobrimos, também, alguns fatos sobre o Gustavo – o verdadeiro nome de batismo do artista. Confira abaixo:

Conexão POP: Como tem sido esse momento louco [pandemia]? Deu tempo de descobrir algum talento inusitado?

Simão: Boa pergunta! Deixa eu pensar… Cara, eu comecei a jogar um jogo com o meu amigo Karan (Cavallero), que é do Atitude 67; comecei a mexer mais a fundo em produção, assim, de música, sabe? Nos programas… E acho que a gente sempre está aprendendo coisas, né?! Não tem uma coisa grandiosa, sei lá, pintar um quadro… não fiz nada disso, mas acho que todo dia, mesmo durante a pandemia, a gente estava trabalhando o lançamento de internet, de músicas e tudo mais; escrevendo… então a gente estava trabalhando.

CP: O seu nome ainda é novo para alguns, mas você já está inserido no meio musical há um tempo. Como a música se tornou parte da sua vida?

Simão: Cara, isso é louco! A música está na minha vida desde pequeno pelo o fato do meu pai ser músico (…) Ele era meu professor de música no colégio, então sempre estive muito atrelado, sabe? Só que aí chegou a época da decisão da vida, que é no terceirão, ali, quando o cara se forma no ensino médio, e surge a pergunta: “E aí?! Você vai encarar? Vai querer isso de coração?”. Ali, eu vi amigos meus indo por um caminho, outros indo por outro, e falei: “Ah, eu vou fazer alguma faculdade que eu curta também, que tenha a ver com esse fato de tu criar, e depois a gente vê a música”. Eu fui, fiz um semestre de Publicidade e Propaganda, mas daí fui para a Arquitetura, e foi minha paixão! Pelo fato de tu ter um negócio em branco, e tu ter que criar, ali, um projeto, uma ideia massa que a galera vá curtir – o que tem muito a ver com composição. Quando eu me formei, eu tinha um grande amigo meu, que eu conheço desde muito cedo, que é o Vitor Kley (…) A gente fazia aula de canto junto! (…) E ele me incentivou muito. Ele falava: “Pô, Simão! Olha só! Deu certo para mim! Eu boto fé em ti, e tu vai conseguir também”. Ele me ajudou muito. Aí, quando eu me formei na faculdade, eu deixei o diploma de lado e pensei: “Vou focar na música!”. Estou focado 100% na música desde 2017 para 2018.

CP: Você lançou seu material ano passado e colecionou ótimos números. O que te motivou a, finalmente, mostrar para o mundo suas composições, mas dessa vez na sua voz?

Simão: O trabalho, em si, começou em 2018, quando eu optei por querer escrever e mostrar minhas músicas para a galera. Então eu comecei a tocar em barzinhos, sushi, pizzaria… tudo o que tinha para tocar, eu tocava para pegar uma experiência e saber lidar com o público. Saber o que falar, que música tocar ou o que eles estão esperando. O meu nome começou a girar pela cidade, então chegou o momento que não dava mais para ser voz e violão, e eu tinha que ter uma banda. Em 2019 a gente começou com a banda, trabalhando bastante, fazendo shows legais em várias cidades, e aí foi o momento de tomar a decisão de que já era o momento de lançar música minha e mostrar para o mundo, na minha voz, as minhas composições.

CP: Você falou do Vitor Kley, e ele é uma pessoa que sempre vibra e compartilha nas redes sociais quando escuta uma música dele na rádio. Você lembra de quando se ouviu pela primeira vez [nas rádios]? Como foi?

Simão: Lembro! Eu acho que isso é parte de um sonho que todo músico tem desde moleque, sabe?! Desde pequeno, escutar música na rádio, dar entrevista, de ver sua música num programa de televisão. É a realização, literalmente, de um sonho. Claro, tem um sonho macro, que é tocar sua música para o máximo número de pessoas e tocar o máximo número de pessoas com ela, mas isso é uma realização de um sonho. Toda vez que eu escuto a música, dá um negócio diferente em mim, e eu falo: “Cara, que legal isso!”. Acho que o Vitor sente isso até hoje, e eu também vou sentir ao longo da minha vida inteira. Não sei se a pessoa se acostuma. É uma sensação muito diferente. Lembro quando “Seu Nome” entrou em umas rádios grandes de Santa Catarina, e eu ouvi. Deu 10 minutos depois, e eu escutei em outra rádio. É muito massa isso!

Simão e Vitor Kley frequentaram aulas de canto juntos quando mais novos. A amizade vingou e, hoje, um apoia o outro dentro e fora dos palcos | Foto: Instagram (simao.eu)

CP: Com o lançamento do EP, pudemos conferir suas músicas com uma cara nova. Se você pudesse definir seu novo trabalho em uma palavra, quais seriam?

Simão: Uma frase… pode ser? Acho que esse projeto mostra um lado do Simão músico, que os clipes, às vezes, não conseguem mostrar pelo fato de ser todo produzido. Ali [no projeto acústico] não. Ali, é tudo verdade: o Simão cantando sem repor voz. É um negócio ao vivo, então mostra meu lado músico. Eu fiquei muito feliz com o resultado, e isso é muito importante pra mim porque eu já lancei coisas que eu acabei não gostando e meio que me arrependi, e esse é um trabalho que eu sei que não vou me arrepender. Se eu gostei, já está legal “pra” caramba! Estou feliz demais e espero que as pessoas curtam muito!

CP: Queríamos dizer que amamos o fato de ter uma menina na banda! 

Simão: Ah, a Érica [Silva]! A Érica é uma das melhores musicistas que eu já vi. Eu lembro que a gente chegou ali, no ensaio, para passar as músicas, ela começou a cantar a segunda voz e eu fiquei: “Cara, que loucura! Que massa!”. E ela toca muito.

CP: Qual versão final mais te agrada e por quê?

Simão: Eu sempre mudo o carinho pela minha música. Eu tenho um carinho especial por todas, amo todas, mas acho que “Seu Nome” é a música que eu mais estou escutando porque ficou um arranjo totalmente diferente. Ficou uma coisa que me toca, sabe?!

CP: Ficamos sabendo que há muita coisa por vir este ano. O que podemos esperar? Rola algum spoiler?

Simão: A gente tem um planejamento bem grande, esse ano, de lançamento de músicas. Eu não posso falar sobre as parcerias porque ainda não conversei com as pessoas, mas eu planejo, sim, algumas. Acho que parceria é uma coisa que ajuda todos os artistas. Vai rolar muita coisa massa e músicas especiais pelas quais eu tenho muito carinho.

CP: Para finalizar, gostaríamos de fazer um game baseado nas suas músicas. Vamos lá?!

Simão: Bora!

CP: Jogo rápido. Pensou, falou. Um nome.

Simão: Gustavo! É o meu nome. Muitas pessoas não sabem que é o meu nome.

CP: Um dia da semana em homenagem a música “Domingo”.

Simão: Se eu não falar domingo é feio, né? Eu falaria sábado. Acho que sábado é um dia bacana. Mas é que domingo tem um momento especial, né?! Domingo é aquele dia que você está tranquilo, com a cabeça tranquila, com a família… mas sábado também é um dia bem legal porque tem aquele “lance” da galera se divertir e para tocar com a banda é muito legal. O final de semana tem dois dias bem legais.

CP: Uma sugestão ou conselho que já recebeu e carrega para a vida…

Simão: Sempre acreditar! O meio musical tem seus altos e baixos, ainda mais no meio de uma pandemia, onde ninguém está entendendo nada. Você está lançando uma carreira e fica refém de números de internet, sabe?! Sua cabeça fica um furacão, e tu quer fazer a coisa acontecer, mas que tudo tem seu momento. Então, acreditar. Sempre acreditar é uma dica muito importante.

CP: Um projeto que você pretende tirar do papel…

Simão: Boa! Boa demais! Um projeto que eu pretendo tirar do papel, literalmente, é fazer um show ao vivo e filmar. Assim como foi o acústico, mas com uma galera, uma galera cantando. Não sei se um EP, mas um show ao vivo é um sonho que eu tenho.

“(tipo) Acústico” já está disponível em formato digital. Ouça aqui.

Foto: Ricardo Brunini

Nascido e criado na zona oeste do Rio de Janeiro, Fábio Pecini Simões (Binho Simões) tem 21 anos e é a nova promessa do pagode.

No fim de 2015, o artista chamou a atenção de Mumuzinho, que o reconheceu como talento e publicou um vídeo de Binho em suas redes sociais. Este vídeo alcançou mais de 100 mil visualizações.

Hoje, 5 de março, Binho lançou sua nova música de trabalho, “Te Perdoei Antes”. A faixa foi produzida por Dilsinho, umas das inspirações de Binho. “Ele sempre foi uma inspiração para mim. E poder ter ele como meu produtor é o máximo. Estou muito feliz porque esse é o pontapé do trabalho com um cara que representa muita na minha carreira”, diz o cantor. Assista:

“Esse é o terceiro clipe que gravo, mas com toda essa infraestrutura é a primeira vez. Vou trocar de roupa de cinco vezes”, revela Binho.

Atualmente, o artista soma mais de 20 milhões de visualizações no YouTube. Apenas a canção “Mil Flores” tem mais de 8 milhões de visualizações.

“Não é todo dia que você ouve do seu ídolo ‘me vejo em você no início da minha carreira’. Acho que ele ficou feliz com o resultado da nossa parceria. Logo que comecei a cantar, eram sempre as canções românticas dele que eu mais gostava de apresentar nos meu shows, conta o cantor.

2021 está sendo muito produtivo para o jovem, uma vez que mais de 7 faixas já estão prontas. Duas delas são colaborações com Dilsinho e PK. “Vem muita coisa boa por aí”, finaliza Binho.

 

Foto: Alexandre Weiss

 

Nesta sexta-feira (5), os garotos da banda Fuze lançaram “Quem Me Dera”. A faixa foi composta durante song camp (encontro entre compositores e produtores) na Bahia, onde também foi gravado o videoclipe, e ficou guardada para ser lançada no momento certo. Assista:

O vídeo conta com imagens dos quatro integrantes da banda se divertindo e trazendo metáforas sobre a natureza e amor.

“Achamos importante tentar falar dos nossos sentimentos da maneira mais leve possível e ressaltar as coisas simples da vida, especialmente nesse momento que estamos vivendo. É nisso que acreditamos e é isso que queremos passar. Tem muita coisa boa vindo por aí”, dizem Diogo, Felipe, Pedro e Guilherme.

Criado em Sydney, na Austrália, Harry Michael é uma pessoa como qualquer outra. Durante o dia, vai ao trabalho e bate ponto; ouve Eminem e G-Unit e, enquanto dirige, milhares de pensamentos invadem a mente. Tudo muda, porém, quando ele entra no estúdio. A partir daquele momento, a máscara cai!

Você vê o lobo (‘wolf’, em inglês) dentro de mim. É tudo trabalho e sem brincadeira. Nós não estamos curtindo e aproveitando; eu estou lá para fazer acontecer. Estou no meu habitat natural. Sempre que eu trabalhava das nove às cinco, eu não estava vivendo como eu gostaria de viver. O estúdio é um sopro de ar fresco. A besta realmente sai e isso é bom.

Filho único de pais divorciados, a separação foi um momento bem difícil de sua vida. Quando mãe e pai se mudaram, Harry decidiu ficar perto dos amigos e morar com os avós, que haviam emigrado da Grécia e mal falavam inglês. No meio disso tudo, escrever tornou-se um refúgio.

Eu sempre quis um irmão ou uma irmã, porque eu queria ter aquela proteção ou ter alguém para proteger. A razão chave pela qual escrevi foi porque eu não tinha uma irmão para falar sobre como  me sentia naquela situação. Por isso, escrever se tornou tão essencial. Eu nunca conversei com os meus pais sobre isso. Eu era introvertido e extrovertido ao mesmo tempo. Eu absorvi tudo e apenas deixei sair por meio da música.

A caneta virou amiga e confidente, e os poemas e versos logo ganharam forma. Sozinho, aprendeu a gravar e fazer batidas durante a madrugada, quase todas as noites, até a hora em que o avô batia na porta e pedia para que ele fosse descansar. Sem dúvidas, a música anestesiou o isolamento dele!

Depois de se formar na escola, o australiano trabalhou duro para financiar uma gravação e até fez um empréstimo para construir um estúdio caseiro. Em 2018, dando os primeiros passos para realizar o sonho, ele fez sua estreia independente com “Speed Racer”, conquistando milhões de streams. “Eu senti como se tivesse encontrado meu som. Isso realmente abriu as portas”, conta o artista.

Recentemente, Masked Wolf lançou “Astronaut In The Ocean” , uma canção que, além de ter viralizado no TikTok e caído no gosto de celebridades como Patrick Mahomes, quarterback do Kansas City Chief – vencedor da NFL 2020 –, e o comediante Whindersson Nunes, nasceu a partir de um momento de intensa introspecção.

Eu tinha investido muito dinheiro e tempo na música, mas, não estava sendo ouvido. Para ser honesto, foi mentalmente desgastante. Houve momentos em que eu pensei: ‘Devo desistir? Devo parar?’ Tomei a decisão de seguir em frente. Tudo é resultado desta dificuldade. ‘Astronaut In The Ocean’ é mais ou menos dessa época da minha vida. Expresse sua depressão e ansiedade. Estou perguntando essencialmente: ‘Você esteve nos mesmos lugares? Me conte sua história’.

Hoje, Masked Wolf chega como uma das maiores apostas do rap e hip-hop. “Astronaut In The Ocean” entrou no TOP 10 do chart Global do Spotify, marcando presença também no TOP 200 Brasil da mesma plataforma, ocupando a posição de número 176. Apenas no país, já são mais de 1 milhão de visualizações no clipe e mais de 1,5 milhões de streams!

Mais que um nome para ficar de olho, Masked Wolf é um artista que vem para ficar!