Categoria: Entrevista

O mais novo queridinho do pagode está de volta, Guga Nandes, lançou nesta sexta-feira (30) a música ‘Apaixonei de Vez’ em todas as plataformas de stream e também o clipe da faixa, que é protagonizado pelos influenciadores, Lipe Ribeiro e Carol Portaluppi. E para comemorar esse lançamento, nós batemos um papo com o cantor para saber mais sobre essa nova fase que está se iniciando em sua carreira, confira:

 

Conta para nós, qual foi o processo criativo da música? E teve alguém que inspirou ela?

“Então, o processo criativo foi em um take organizado pelos meus produtores, nós tínhamos acabado de produzir uma canção, eu estava na ânsia de produzir mais e peguei o violão, cantarolei uma música – o início da canção -, e ai o Rafa Lucca me olhou com uma cara de “ai tem coisa boa” e a gente partiu dali, do início da música, falando sobre uma pessoa que se apaixonou de vez e que nunca mais voltou”.

Ela irá fazer parte de algum álbum?

“Essa vai ser minha próxima música de trabalho e irá dar o ponta pé inicial para projetos futuros, como já pensamos em lançar um EP, que também irá puxar projetos maiores, como possivelmente um DVD”.

Como surgiu a hipótese do Lipe e da Carol participarem do clipe e como foi ter eles protagonizando?

“Foi muito legal, foi muito bacana. O Lipe surgiu logo quando ele saiu da fazenda, ele disse que a primeira música que havia ouvido e viciado era ‘Presentinho’, que foi minha última música de trabalho, a partir dai eu mandei mensagem pra ele, nós viramos amigos e a primeira pessoa que pensei para fazer o clipe foi o Lipe. A Carol surgiu a partir do meu escritório, da gravadora, nós tínhamos um planejamento e pensamos logo nela. Deu super certo, ficou muito bacana a energia do clipe e ta já ta dando o que falar”.

Qual foi a sua reação ao ouvir sua música tocar na rádio pela primeira vez? E como se sente sabendo que ‘Presentinho’ virou um hit no pagode nacional?

“Cara, assim, é inexplicável ver tudo isso que construí desde muito novo, muita gente não sabe, mas venho desde novinho batalhando por esse sonho e hoje estar vendo minha música tocar na rádio, ver os vídeos que as pessoas me mandando emocionadas ouvindo a minha música, hoje, ‘Presentinho’ ser reconhecida, você chegar e perguntar para a pessoa “ce já ouviu aquela música? ‘Eu pedi pra Deus um presentinho…” e ela falar “pô já ouvi”, isso é muito legal, ver que a música é sem fronteiras. E espero que essa música alcance o que ‘Presentinho’ alcançou”.

Quem são os artistas que te inspiram?

“No pagode, o próprio Bruno Cardoso que é meu produtor, Thiaguinho, Dilsinho, Pericles… E o Alexandre Pires que é uma das minhas maiores inspirações. Então, tem muitos artistas, que são referência e fora do pagode tem o Luan Santana, Roberto Carlos. São artistas que já fizeram seu nome e eu tento pegar o melhor de cada um para usar de referência e construir a minha identidade”.

O que podemos esperar dos seus futuros lançamentos? Algum spoiler do que esta por vir?

“Então, vou lançar o single e ele vai puxar mais trabalhos, como um EP com mais musicas e se Deus quiser, mais um DVD”.

Com quem você sonha em fazer uma parceria?

“Então, os artistas que eu falei que me inspiram eu não tive a oportunidade de se quer cantar com eles, então é um sonho para mim poder fazer algo com eles”.

Se você encontrasse uma lampada agora e tivesse a chance de fazer três desejos, quais seriam?

“É o primeiro seria que tudo isso acabasse logo, que eu pudesse sentir o sabor do público, sentir essa energia. O segundo seria que eu pudesse me realizar como artista, num nível que já vejo que estou sendo, mas fazer historia na música. O terceiro é me realizar pessoalmente, ver a minha família bem e poder dar tudo de melhor para eles”.

Quais são as suas músicas do momento? Além das suas é claro.

“Assim, de nome eu não gravo, mas eu gosto de vários estilos. Para treinar, correr eu geralmente ouço Rap, Hip Hop e no dia a dia ouço de tudo, música gospel, pagode, pop… Por aí vai”.

Se você pudesse dizer algo para o Guga de 5 anos atrás, o que você diria?

“Continua nesse caminho. Eu penso que se eu não tivesse continuado nesse caminho, eu não estaria aqui hoje”.

 

E ele finalizou a entrevista deixando um recado para os fãs e também para quem se inspira nele, se liga só:

“Primeiramente, quero agradecer a essa galera que acompanha, apoia e respeita o meu trabalho, para mim, é uma felicidade imensa ter essas pessoas que me apoiam, pede as minhas músicas na rádio. E em segundo, não desistam, tenham sempre foco, mesmo que existam diversidades e problemas, mantenham a cabeça leve e foco no que vocês querem.”

 

‘Apaixonei de Vez’ já está disponível para stream, confira esse sucesso na sua plataforma favorita:

https://umusicbrazil.lnk.to/ApaixoneiDeVez

Bianca Costa é brasileira, mas passa parte de sua vida na França e isso é algo notável em suas letras. Sempre fazendo uma fusão entre às duas culturas presentes em sua vida, as suas músicas são uma mistura de Pop Funk com uma pegada de Bossa Nova. Seu último trabalho foi o remix da sua música ‘Shoota’ com a participação da Lourena e Ebony, o que é só um começo de uma nova fase na sua vida profissional.

A Bianca cedeu uns minutos do seu dia para nos, então confiram todos os detalhes dessa entrevista maravilhosa, abaixo.

De onde surgiu a ideia de misturar o francês com o funk? Tanto na estética, quanto no clipe?

Eu comecei a cantar profissionalmente a cerca de 3 anos, na época comecei a trabalhar com um produtor francês bem conhecido por aqui, começamos a pensar no que poderíamos fazer, em qual estilo de música poderíamos produzir. Eu já tinha essa vontade de misturar a música francesa com a brasileira e ai começamos a fazer testes, acabou que nós gostamos do resultado e tá ai! – Contou – A verdade é que a música brasileira aqui na frança, é bem popular, eles gostam bastante, mas não têm um artista brasileiro que represente a nossa cultura aqui e foi aí que resolvi testar, para ver no que vai dar e surgiu a Bossa Trap.

Como foi crescer na frança? Você sente falta do Brasil e pretende voltar a morar aqui algum dia?

Nossa, eu sinto muita falta. Minha família está aí, minha avó, meus primos. Eu moro aqui na frança só com a minha mãe, nos viemos para cá sozinhas então a saudade é horrível, saudade da comida, das pessoas. Mas, por outro lado, eu penso que tive muitas possibilidades estando aqui, de conhecer novas pessoas, com a minha música, então eu tento ver as coisas positivas sabe? – Comenta – Pretender voltar no Brasil… Ainda não sei, ainda não consigo me ver imaginando voltar, porque minha vida toda está aqui. Mas eu acredito que quando eu crescer um pouco mais, eu pretendo sim, voltar a morar no Brasil.

Qual a sensação de trabalhar com a Lourena e com a Ebony? Como surgiu esse convite?

Foi incrível! A música Shoota é uma música que já lancei a um tempinho, é uma música que fala sobre isso, sobre morar fora do Brasil, as perguntas que eu tenho, a saudade, etc. Então, poder fazer um remix dela com artistas brasileiras foi incrível. Eu tenho um amigo no Brasil que é produtor, o Moisi, que conhece as meninas e que convidou elas para fazerem parte da música, dai elas super que toparam. A gente se ligou na hora, fizemos um face-time, ocorreu super bem, elas são super legais e a parte delas ficou incrível, elas arrasaram.

Você pretende continuar com essa estética nos próximos projetos? E conta para gente, o que podemos esperar vindo de você? Pretende lançar um EP, um álbum?

Eu lancei meu primeiro EP a uns meses e eu suponho que depois de julho/agosto irei lançar outro, já que é o verão aqui e o inverno ai. Antes, vai ter… Não posso falar ainda, mas tem muita coisa chegando. Teve uma evolução artística, pude trabalhar com outros cantores e produtores. Eu quero que para as próximas músicas, consiga trabalhar um pouco mais no francês, mas também trabalhar mais ai no Brasil. Então vai ser menos mistura, como, por exemplo: uma letra 90% em português e a outras, 90% em francês. Mas ainda quero trabalhar as minhas músicas ai no Brasil, vai ter colaborações com outros artistas brasileiros chegando e outras com artistas franceses, então, vamos nessa!

Como ta sendo o processo criativo durante a pandemia? Vi que você criou a série Bossa Trap, que você posta tanto no Instagram, quanto no Facebook. De onde surgiu essa ideia? Conta mais sobre para nós.

Então, eu tive a ideia durante o primeiro confinamento de fazer uns vídeos, a Bossa Trap. Eu pego musicas que estão bombando na frança de trap, rap e transformo em baile funk ou bossa nova, colocando umas palavras em português também. Eu fiz 2 no início do ano passado e depois parei, dai voltei fazendo um por semana, a cada quinta-feira após julho. E deu super certo, o pessoal da frança adorou e começou a bombar, tem muita visualização tanto no YouTube, quanto no Instagram. Na época do natal fiz um por dia e é assim que tento levar, já que estamos sem shows ao vivo, eu comecei a focar nas redes sociais e foi aí que surgiu essa maneira de postar covers, a Bossa Trap.

Você pretende fazer shows online?

Não sei bem, meu segundo EP com certeza tera vídeos acústicos, mas estou torcendo para poder fazer shows ao vivo, conhecer meu público, viajar em turnê pelo Brasil… – Comentou – Poder sentir a energia mesmo.

Mudando de foco. Quais são os artistas que você tem como referência na sua carreira?

Hmm… Difícil essa. Eu me inspiro em um pouco de tudo, na verdade, tem artistas que eu sempre falo, como: Nara Leao, Vanessa da Mata, cantoras que eu escutava desde pequena. Hoje em dia tem artistas como a Anitta, que eu acho que faz um trabalho maravilhoso, Luísa Sonza. Cantoras internacionais como a Rosália. Eu me inspiro em tudo, muito de tudo que eu vivi sabe? De crescer longe do meu país e por aí vai.

Qual o seu Top 3 de músicas do momento?

Meu top 3 de músicas do momento? Mulher tu me fala isso assim? – Brincou – Não posso falar ‘Shoota’ né? Então, tem ‘Sad Girlz Luv Money’ da Amaarae e da Moliy. Tem também ‘Dona Beija’ do Jey Brownie que é uma vibe meio francesa, meio afro, muito gostosinha. E to escutando muito também o último álbum do C. Tangana, é um espanhol e a música que mais tenho ouvido dele é ‘Comerte Entera’.

 

E essa foi a nossa entrevista com a Bianca Costa, nós agradecemos que ela tenha cedido um momento do dia para falar conosco, por essa oportunidade. Desejamos muito sucesso para ela e não deixem de dar stream nas músicas dela.

Foto: Joshua Lima/Stylist: Cleyton Vinicius Costa

O livro “Ariel:  Travessia de um Príncipe Trans e Quilombola”, escrito pelo jornalista Jared Amarante, foi lançado em janeiro e aborda a história de um príncipe transexual, gordo e preto.

A narrativa retrata a travessia e transição de Ariel, personagem principal que para no Quilombocéu após sofrer racismo e transfobia de seu próprio pai. Neste local, o jovem se sente aceito e é coroado como príncipe da paz.

O prefácio da obra foi feito pelo o psicólogo Wellington Oliveira e as ilustrações, por Nathan Borges. Atualmente, o livro está sendo vendido pela Giostri Editora e custa R$ 45.

 

Para saber mais sobre este lançamento, o Conexão POP bateu um super papo com Jared Amarante, jornalista e escritor. Confira:

Como surgiu a ideia de fazer um personagem como Ariel?

Bom, são muitos questionamentos. Um deles foi ‘por que até hoje não fizeram um personagem trans, preto e gordo’? Com isso, eu até percebi que tem livro sobre um príncipe preto ou em uma viés mais europeu, mas um príncipe trans eu não tinha visto, assim como um trans, preto e gordo, que a gente não encontra.

Então, acho que esse livro tem uma unicidade e pensei em unir essas características porque essas pessoas existem. Eu fiquei me perguntando ‘onde estão essas crianças, adolescentes e adultos trans, e gordos? Eles existem, estão no mundo, mas onde eles estão ou não estão representados? Quando a gente não tem representatividade, dá uma sensação de que não existe.

Então, quando a criança entrar em contato com esta obra, poderá falar para os pais ‘olha, ele é um príncipe trans, preto e gordo, eu também posso ser’.

Eu sempre quis ter um protagonista trans. Acho que esse livro pode ser uma denúncia de um transfóbico, gordofóbico e racista. E eu entendo que eu, como homem branco, se não faço nada em prol ao homem preto, eu estou fazendo a manutenção do racismo.

Você falou com trans, pretos e gordos durante a criação do livro?

Na verdade, esse livro demorou quatro anos para ficar pronto justamente porque eu me senti na obrigação de descer de alguns pedestais nos quais eu sei que a sociedade coloca corpos como o meu.

Então, eu não poderia simplesmente criar um príncipe trans, preto e gordo, uma vez que essas características não tocam a minha pele e eu vou passar a vida inteira sem senti-las. Passei mais de quatro anos entrevistando homens e mulheres trans de todas as regiões do país, que, inclusive, resultou em nove entrevistas que estão neste livro. A concepção de Ariel veio de um laboratório que chamo de observação.

A minha maior inspiração foi olhar esses corpos. Tentar minimamente compreender suas travessias e tentar senti-los.

Você acredita que o preconceito diminuiu com o passar dos anos?

Eu não posso dizer que nada mudou, mas ainda somos o país que mais mata corpos trans. A estatística já diz muito, somos um país que naturaliza a morte dos corpos pretos – que nega o racismo.

Claro, tivemos algumas evoluções em vários quesitos, como as leis que defendem e nos ajudam nessa questões, as cotas… Tivemos alguns avanços, mas é mínimo perto de uma estrutura que vem machucando esses corpos desde que o branco falou ‘você é preto, vem aqui ser escravo’. Então, não tem como dizer que avançamos muito.

Estamos muito em falta, tanto que é uma dívida histórica. Temos que fazer algo para que esses corpos tenham igualdade. A ignorância mata igual a bala do revólver, do policial que atinge um corpo preto.

Através do conhecimento e de não negar as coisas, podemos entender mais. Por exemplo, se você fala de educação sexual, você consegue ter uma percepção maior sobre as identidades de gênero.

Hoje, se você perguntar para 100 pessoas o que é sexo, identidade de gênero ou orientação sexual, elas não sabem falar. E isso é dar um ‘google’.

Este é o seu primeiro livro voltado ao público infanto-juvenil. Como surgiu a ideia de usar esse tema e segmentar esse público-alvo?

Eu sempre fui apaixonado por criança e minha paixão por crianças é desde cedo, e me considero uma eterna criança. Acho que tudo está muito linkado à criança, somos adultos curando feridas de criança.

A falta de representatividade é justamente o foco. As crianças olhavam e não tinham referências e não se sentiam pertencentes ao mundo. Imagina uma criança preta, agora uma preta e gorda, e some isso à questão de gênero como ela sofre?

Essas crianças existem e estão no mundo. Então, o meu olhar para elas foi ‘como deve ser
nascer, crescer, até uma idade em que vê contos de fadas e não se vê ali?’. Meu olhar para esse público é que devolvesse minimamente o sentimento de pertencimento e representatividade.

Eu preciso saber que essas crianças estão crescendo com o referencial de que podem ser príncipes, ser amados… A criança quando se sente vista, ela se sente amada, pertencente e acolhida.

Você pretende escrever mais obras para esse público?

Sim, eu penso. Eu penso muito em fazer ainda sobre as questões de gênero, mas não terei um outro protagonista trans.

Eu também tenho alguns projetos voltados ao público infanto-juvenil. Muita coisa está
bem no início, então não dá para adiantar muita coisa, mas eu quero passar por essas questões de gênero e raciais.

Acho que trazer esses assuntos para crianças educa. Quando eu falo infanto-juvenil, digo que é um livro universal, pois se levar o livro para os pais, ele proporciona uma psicoeducação.

Você percebe alguma diferença entre o seu primeiro livro e o sexto?

Tem muita diferença e eu não consigo nem dizer todas, mas gosto dizer assim: todos os meus livros são pautados em uma questão social. A minha primeira história foi sobre uma prostituta e eu queria trazer o olhar social para a prostituta.

Depois, os meus livros trouxeram doenças – com personagens enfrentando doenças terminais. E, meu último livro antes do Ariel foi sobre o amor de dois meninos evangélicos.

Então, eu falo de temas que as pessoas não querem falar. Então, nesse viés eu sou o mesmo, mas na questão da escrita eu melhorei muito. Eu não vou falar que sou um escritor completo, pois só tenho seis livros.

Eu acho que meus diálogos são muito melhores dos que eram antes e também acho que aperfeiçoei as ambientações. Hoje, os meus diálogos têm um caráter muito mais profundo.

Ariel também é diferente, pois é a minha primeira obra lúdica e fantasiosa. Eu nunca escrevi algo onde as nuvens tivessem cheiro ou as árvores falassem… Por eu nunca ter escrito algo com essa ludicidade, foi bem desafiador.

Atenção! Chamando todos os fãs da Ally Brooke, pois a artista bateu um papo super legal e exclusivo com o Conexão POP.

A norte-americana, que muitos tiveram a chance de conhecer ainda no girlgroup Fifth Harmony, lançou, há um mês, o videoclipe de seu último single “500 veces”, uma parceria com Messiah. Ally está se aventurando nas canções optando por trazer uma pitada latina ao cantar alguns trechos em espanhol e abusar dos toques.

Através da plataforma “Zoom”, o Conexão POP teve a oportunidade de conhecer ainda mais a cantora e falar sobre a carreira solo da artista. No entanto, é claro que o Brasil não podia ficar fora da conversa. Acompanhe a entrevista:

Como está sendo a sua quarentena?

Minha quarentena está sendo louca, é uma jornada e está sendo difícil. Eu estava em turnê e ter isso agora é meio triste, mas fico feliz porque estou tendo a oportunidade de estar bem ocupada durante este tempo. Estou produzindo músicas, fazendo shows virtuais e isso está sendo ótimo. Eu também terminei meu livro “Finding Your Harmony”, então está sendo incrível.

Como foi o processo do livro?

É um processo desafiador, pois você precisa dedicar muito tempo e ter a certeza de que todas as páginas estão perfeitas. Eu sou uma pessoa perfeccionista, então foi algo muito mais difícil, pois eu estava procurando a perfeição em todas as palavras.

Também difícil porque você precisa lembrar de momentos ruins, tristes, mas também ter memórias lindas. É muito bom escrever e eu estou muito orgulhosa disso, acho que é a coisa que eu mais fiquei orgulhosa e mal posso esperar para as pessoas lerem e se inspirarem com isso.

Como você teve a ideia de cantar em espanhol?

Bom, eu escutei a música e me apaixonei. Claro que eu também gostei por ser em espanhol e ter a oportunidade de mostrar mais um pouco é incrível. Trabalhar com o Messiah foi muito mais legal, juntos criamos isso e o videoclipe já tem mais de 10 milhões de visualizações. Espero que as pessoas continuem ouvindo e dançando muito.

Sua família foi uma inspiração para começar a cantar em espanhol?

Sim, meus pais e meus avós foram uma inspiração. Minha família inteira, pois temos orgulhoso de onde viemos [México]. Poder representar isso em uma música é incrível. Eles amam quando eu canto em espanhol, eles ficam dizendo ‘mais, mais, mais’.

Você também possui inspirações em cantores latinos?

Sim! Eu amo todos desde Shakira, Natti Natasha, Karol G até Bad Buuny. Posso fazer música por causa deles, pois eles estavam aqui antes e quem sabe um dia eu possa fazer alguma colaboração com eles.

E sobre artistas brasileiros? Você conhece algum?

Sim! Eu conheço Iza, Anitta e Simone & Simaria. Seria incrível poder fazer uma colaboração com elas.

Você se apresentou no “Premios Juventud” e fez uma homenagem para a Selena Quintanilla. Qual foi a sensação?

Bom, estar no prêmio foi incrível, é uma das maiores premiações latinas. Quando eles me pediram para participar eu fiquei tão feliz, especialmente por poder fazer uma homenagem para Selena – minha artista favorita. E poder cantar com Natti Natasha, Danna Paola, Greeicy é maravilhoso, elas são incríveis.

Você começou sua carreira solo com “Low Key”. Para você, qual é a maior diferença entre a Ally de “Low Key” para a Ally de “500 Veces”?

Acho que a maior diferença é que agora eu estou muito mais confiante, tenho coisas maravilhosas para mostrar. Eu finalmente me encontrei, em “Low Key” eu estava me apresentando e agora eu sei quem sou. Sinto que meus fãs me conhecem agora e eu me sinto mais confiante para ser eu mesma. Estou muito feliz com isso e com todo o amor que eu recebo ao redor do mundo.

Você esteve no Brasil muitas vezes, mas o que você mais lembra daqui? 

Os fãs, meu Deus! Os fãs são incríveis, eles são fora deste mundo, tão incríveis, de um nível diferente. Eles são cheios de amor, paixão, todas essas coisas bonitas e eu os amo. Eles são os melhores fãs do mundo. Então é isso que eu lembro agora, assim como a comida – eu sinto muita saudade do brigadeiro, pão de queijo, a carne… 

Você pode falar algo para os seus fãs brasileiros?

Meu Deus, meus fãs brasileiros… Eu os amo muito, obrigada por todo amor e apoio em tudo que eu faço, por acreditarem em mim, por dançarem e cantarem as minhas músicas. Por tudo, significa o mundo para mim e vocês são a razão por eu estar onde estou hoje. Eu estou muito feliz, então muito obrigada! ‘Eu te amo muito’ e Deus abençoe vocês.  

Ainda na entrevista, a Ally arriscou o português e fez um meme brasileiro. Assista: