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Benjamín é um dos novos nomes da música brasileira e você precisar conhecê-lo! Após trabalhar em “Malhação – Toda Forma de Amar”, como Martinha – quando ainda assinava como Bia Damini – o artista fez a transição de gênero e assumiu a identidade masculina em 2020.

O nome retificado foi publicado e divulgado pelo próprio Benjamín, através de suas redes sociais. Junto à nova identidade, Benjamín adotou uma cor nova ao cabelo.

Atualmente, o foco é a música e seu trabalho como cantor. Seu último lançamento é “Gela”, disponibilizado no fim de 2020, assista:

A música, que conquistou mais de 1 milhão de visualizações em duas semanas, ganhou duas versões acústicas produzidas pelo músico Rodrigo Suricato, que foi convidado especialmente para o projeto. Confira uma entrevista completa e exclusiva com o cantor:

Para quem ainda não te conhece, como você se descreveria e descreveria a sua música?

Sou um cantador de histórias. Amo pegar situações que vivi e transformar em música. As que estou lançando agora são todas sobre meu último relacionamento. Quanto à sonoridade, gosto do universo pop, sinto que me traz a liberdade de explorar vários estilos musicais e estéticas. Também tenho procurado trazer referências brasileiras ou latinas pras minhas músicas. Em “gela”, por exemplo, colocamos um cavaquinho em algumas partes e escolhemos uma levada pra percussão que puxa bastante pro reggaeton. Gosto da ideia de me inventar e reinventar dentro do pop, recebendo influências de vários gêneros musicais e de sonoridades de outros países, mas sempre colocando uma pitada de Brasil.

Ainda sobre a carreira, em que momento você teve a certeza que queria entrar no ramo musical?

Foi no meu primeiro show autoral, que fiz pros meus colegas de faculdade em 2018. Eu senti coisas inexplicáveis naquele dia, e tudo o que estava fora de lugar na minha vida, naquele momento, se encaixou. Tudo fazia muito sentido. Foi quando tive a certeza de que era isso que eu queria e precisava fazer.

Se pudesse escolher um artista para fazer uma colaboração, quem seria?

Tenho muita vontade de trabalhar com a Pabllo um dia. Adoro ela e as músicas dela.

Agora sobre “Gela”, como foi a produção do videoclipe?

Foi muito emocionante pra mim, porque foi o primeiro clipe que gravei. Muitas coisas do roteiro inicial que eu tinha pensado – lá em 2017 – mudaram assim que conversei com o diretor, porque as ideias dele foram se somando às minhas e um outro roteiro surgiu a partir disso. Algumas coisas também tiveram que mudar por conta da pandemia, mas as soluções que o diretor encontrou foram até melhores do que as ideias que eu tinha pré-concebido. Os manequins, por exemplo, inicialmente, eram para ser pessoas, mas no fim das contas ficou muito mais interessante desse jeito.

Tem alguma história engraçada que aconteceu durante as gravações e você queira nos contar?

Quando fomos fotografar a capa do single, eu queria segurar um gelo na mão, porque muitas vezes quando me submeto a alguma sensação física isso me ajuda a trazer a emoção que aquele trabalho pede. Mas não tinha gelo na locação, a única coisa que tinha era um potinho com feijão congelado, então foi o que eu usei. Sempre que eu olho pra capa eu lembro que estava segurando um pote de feijão. Acho isso engraçado.

A música foi escrita há bastante tempo, né? Como foi produzir e lançar em 2020?

Sim, escrevi ela em 2017. Acredito que eu não estaria pronto pra lançá-la naquela época. Foi bom ter tido esses 3 anos pra amadurecer o conceito e a mensagem que eu gostaria de passar com ela.

Como surgiu a ideia de fazer outras versões de “Gela”?

Foi muito doido esse processo, porque demorou muito tempo pra eu entender qual linguagem eu queria pra “gela estúdio”, parecia que “gela acústico” (que é muito igual a versão que eu compus) era tão gela quanto gela estúdio. Elas têm uma pegada bem diferente, e gosto muito das duas. Acho que elas se complementam e não conseguiria me ver lançando uma sem lançar a outra, é louco isso.

Qual é a maior diferença entre as três?

Acho que tem duas diferenças que me marcam bastante. Gela estúdio é mais rápida, 150 bpm, enquanto a acústica tá em 130 bpm. Também tem uma diferença no tom que eu canto, a versão estúdio é mais aguda, canto ela meio tom acima da versão acústica.

Como foi trabalhar com Rodrigo Suricato?

Foi muito prazeroso, temos muitas afinidades musicais e ele é uma pessoa muito generosa e gentil. Ele propôs que eu gravasse uma das partes do piano, fiquei muito feliz porque foi a primeira vez que gravei um instrumento. Foi bem legal!

Recentemente, você postou uma foto no estúdio. Pode nos adiantar alguma coisa? O que vem por aí?

Posso adiantar que em breve temos mais um single vindo ao mundo, e o que era gelado vai esquentar muito!